Capsulite Adesiva

O Que é a Capsulite Adesiva?

A capsulite adesiva, popularmente conhecida como “ombro congelado”, é uma condição ortopédica caracterizada pela inflamação e pelo consequente espessamento da cápsula articular, o tecido que envolve a articulação do ombro. Esse processo resulta em uma perda progressiva e severa da mobilidade, tornando a articulação rígida. Sem o tratamento adequado, a cápsula continua a encolher, limitando drasticamente o espaço necessário para o movimento normal do braço.

Sintomas e Fases da Condição

Os sintomas costumam surgir de forma lenta e são divididos em três fases distintas: a fase inflamatória (dor intensa), a fase de congelamento (rigidez máxima) e a fase de descongelamento (retorno gradual da mobilidade). Um sinal característico é a dor profunda que piora consideravelmente durante a noite, interferindo no sono do paciente. Com a evolução, atividades simples como pentear o cabelo ou alcançar objetos tornam-se quase impossíveis devido ao travamento articular.

Causas e Fatores de Risco

Embora a causa exata nem sempre seja identificada, a condição é frequentemente associada a fatores sistêmicos, como o diabetes e doenças da tireoide. Além disso, longos períodos de imobilização do braço após cirurgias, fraturas ou traumas podem desencadear o processo inflamatório capsular. A resposta exagerada do corpo à lesão cria aderências fibrosas que “colam” a articulação, restringindo o deslizamento natural dos tecidos.

Diagnóstico por Imagem

O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado por meio de testes de mobilidade onde o especialista avalia a limitação dos movimentos passivos e ativos. A Ressonância Magnética (RM) é o exame complementar indispensável para confirmar o espessamento da cápsula e descartar outras lesões associadas, como rupturas do manguito rotador. Em alguns casos, a ultrassonografia também auxilia na observação da inflamação local e do fluxo sanguíneo aumentado na região.

Tratamento: Foco na Mobilidade

O tratamento visa interromper a fase inflamatória e recuperar a amplitude de movimento o mais rápido possível. Inicialmente, utilizam-se medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, podendo ser indicadas infiltrações intra-articulares para aliviar a dor aguda. Procedimentos como a hidrodilatação, que consiste na injeção de líquido para expandir a cápsula sob pressão, são opções eficazes para acelerar a liberação mecânica da articulação.

Reabilitação e Acompanhamento

A reabilitação envolve fisioterapia intensiva focada em exercícios de alongamento suave e mobilização articular passiva para recuperar a elasticidade perdida. O acompanhamento contínuo é fundamental para garantir que a rigidez não retorne durante as fases de transição do tratamento. O objetivo principal é preservar a função articular máxima, permitindo que o paciente recupere sua independência e qualidade de vida através de protocolos de reeducação motora precisos.

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