Adenoma de Hipófise

O Que é o Adenoma de Hipófise?

A hipófise é uma glândula pequena, localizada na base do cérebro, responsável por controlar diversas funções hormonais do organismo. O adenoma de hipófise é um tumor benigno que se desenvolve nessa glândula. Embora não seja câncer, o crescimento desse tumor pode causar problemas sérios ao comprimir estruturas vizinhas, como os nervos ópticos, ou ao provocar o excesso ou a falta de produção de hormônios essenciais.

Sintomas Visuais e Hormonais

Os sintomas dependem de o tumor ser funcional (produtor de hormônios) ou não. Tumores que produzem prolactina, por exemplo, podem causar alterações no ciclo menstrual ou secreção láctea. Já tumores maiores podem comprimir o quiasma óptico, resultando em perda da visão lateral (visão periférica). Dores de cabeça persistentes também são comuns devido à expansão do tumor dentro da cela túrcica, onde a glândula se localiza.

Diagnóstico Endocrinológico e de Imagem

A investigação começa com exames de sangue para avaliar os níveis hormonais produzidos pela hipófise e glândulas dependentes. O exame de imagem padrão-ouro é a Ressonância Magnética do crânio com foco na região selar, que permite ao neurocirurgião visualizar o tamanho exato do tumor e sua relação com as artérias carótidas e os nervos da visão, sendo fundamental para o planejamento cirúrgico.

Tratamento Clínico e Controle Medicamentoso

Nem todo adenoma de hipófise exige cirurgia imediata. Alguns tipos, como os prolactinomas, costumam responder muito bem ao tratamento apenas com medicamentos, que conseguem reduzir o tamanho do tumor e normalizar os níveis hormonais. Nesses casos, o paciente é acompanhado periodicamente com novos exames de imagem e sangue para garantir que o tumor permaneça sob controle e sem causar compressões.

Cirurgia Endoscópica Transnasal

Quando a cirurgia é necessária, a técnica de eleição é a cirurgia endoscópica transesfenoidal. O neurocirurgião utiliza uma microcâmera de alta definição para acessar o tumor através do nariz, sem a necessidade de cortes externos ou cicatrizes no rosto. Essa abordagem é minimamente invasiva, oferece uma visão privilegiada do campo cirúrgico e permite a remoção do tumor com maior segurança para as estruturas cerebrais ao redor.

Recuperação e Seguimento Multidisciplinar

A recuperação pós-operatória costuma ser rápida, com poucos dias de internação. O acompanhamento é obrigatoriamente multidisciplinar, envolvendo o neurocirurgião e o endocrinologista para monitorar a função da glândula após a cirurgia. A longo prazo, a maioria dos pacientes apresenta melhora na visão e no controle hormonal, retomando sua rotina normal com acompanhamento periódico para evitar recidivas.

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